Físico brasileiro usa IA para traçar rota até Marte três vezes mais rápida

Estudo indica que missão de ida e volta pode ser concluída em até sete meses com tecnologia atual

Um pesquisador da Universidade Estadual do Norte Fluminense desenvolveu um método que pode reduzir drasticamente o tempo de viagens até Marte. O físico Marcelo de Oliveira Souza utilizou inteligência artificial para calcular uma rota interplanetária até três vezes mais curta do que as trajetórias convencionais.

Segundo informações do Olhar Digital, o estudo aponta que uma missão de ida e volta ao planeta vermelho poderia ser realizada em até 226 dias — cerca de sete meses — utilizando tecnologias já disponíveis. Hoje, viagens semelhantes costumam levar entre dois e três anos.

A pesquisa foi aceita pela revista científica Acta Astronautica, ligada à Academia Internacional de Astronáutica, e representa um avanço relevante no planejamento de missões tripuladas.

O diferencial do método está no uso de dados orbitais de asteroides como referência para identificar “corredores geométricos” no espaço. Essas rotas permitem encurtar o trajeto sem a necessidade de sistemas de propulsão mais avançados. Segundo o pesquisador, a inteligência artificial foi essencial para validar os cálculos, algo que antes não era viável de forma manual.

O projeto teve início em 2015, mas só avançou com o uso de IA, que possibilitou analisar grandes volumes de dados e encontrar janelas de trajetória mais eficientes. Uma dessas oportunidades está prevista para 2031, quando Marte estará em uma posição favorável para aplicar o modelo proposto.

No cenário mais conservador, considerado o mais viável pelo cientista, a missão completa levaria cerca de sete meses, equilibrando eficiência e limitações tecnológicas atuais.

A descoberta ganha ainda mais relevância diante de iniciativas como o programa Artemis, da NASA, que pretende usar a Lua como base para futuras missões a Marte. Recentemente, astronautas da missão Artemis 2 bateram o recorde de maior distância já percorrida por humanos no espaço, reforçando o avanço das explorações espaciais.

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