A OpenAI firmou um acordo com o Pentágono, poucas horas após o presidente Donald Trump determinar que agências federais interrompessem o uso de tecnologias da Anthropic. A decisão reposiciona a desenvolvedora do ChatGPT no centro das contratações militares de inteligência artificial nos Estados Unidos.
O entendimento ocorreu após o Departamento de Defesa exigir que fornecedores autorizassem o uso de seus sistemas para qualquer finalidade legal. A Anthropic, responsável pelo Claude, resistiu à cláusula e foi classificada como “risco à segurança nacional na cadeia de suprimentos”, segundo o secretário de Defesa, Pete Hegseth.
O contrato, estimado em US$ 200 milhões, amplia o acesso militar à IA. A Anthropic defendia salvaguardas contra o uso de seus modelos em vigilância doméstica ou em armas letais autônomas, enquanto o governo sustentou que empresas privadas não poderiam impor restrições a ferramentas destinadas à segurança nacional.
Sam Altman, CEO da OpenAI, afirmou que o Departamento de Guerra demonstrou “profundo respeito pela segurança” e declarou que a empresa desenvolverá mecanismos técnicos para assegurar que seus modelos operem dentro de parâmetros definidos, inclusive em ambientes confidenciais. O acordo também prevê a atuação de funcionários da OpenAI ao lado de equipes governamentais em projetos sigilosos, integrando os sistemas à infraestrutura militar baseada em computação em nuvem.
Segundo o portal Economic News Brasil, o episódio ganhou contornos políticos após Trump classificar a Anthropic como “empresa de IA de esquerda radical”, elevando o tom da disputa e colocando a corrida por contratos federais sob influência direta da Casa Branca.
O contexto inclui ainda a parceria anunciada pela OpenAI com a Amazon, que prevê investimento de US$ 50 bilhões dentro de uma rodada total de US$ 110 bilhões para expansão de infraestrutura e desenvolvimento de novos sistemas de IA.
A movimentação ocorre em um cenário de crescente digitalização da defesa, com uso ampliado de drones, sistemas autônomos e plataformas de análise em tempo real em conflitos recentes. Embora a OpenAI ainda não esteja habilitada para trabalhos totalmente classificados, a nova parceria pode acelerar sua adequação técnica aos ambientes governamentais.
Com contratos também mantidos por empresas como Google e xAI junto ao Departamento de Defesa, a disputa por tecnologia militar tende a se intensificar, consolidando a inteligência artificial como ativo estratégico central na defesa norte-americana.