Meta prepara novos modelos de IA para 2026

Avocado e Mango devem ampliar capacidades em texto, programação, imagens e vídeos na próxima fase da estratégia da empresa

A Meta já trabalha na próxima geração de seus sistemas de inteligência artificial e planeja lançar dois novos modelos em 2026. A empresa desenvolve simultaneamente um modelo voltado à geração de imagens e vídeos, conhecido internamente como Mango, e um novo modelo de linguagem baseado em texto, batizado de Avocado. Ambos estão previstos para chegar ao mercado na primeira metade do próximo ano.

Os projetos fazem parte de uma reestruturação mais ampla da estratégia de IA da companhia, agora sob a liderança de Alexandr Wang, diretor de inteligência artificial da Meta. Segundo relatos divulgados pelo Wall Street Journal e repercutidos pela Exame, o Avocado tem como uma de suas prioridades evoluir significativamente em tarefas de programação, área considerada estratégica na disputa entre grandes modelos de linguagem.

Além disso, Wang indicou que a Meta iniciou pesquisas preliminares sobre os chamados world models, sistemas capazes de compreender e aprender sobre o ambiente a partir de informações visuais. Esse tipo de tecnologia é visto como um passo importante rumo a IAs mais gerais e adaptáveis.

A aposta ocorre após mudanças profundas na estrutura interna da empresa. Mark Zuckerberg assumiu participação direta no recrutamento de talentos e ajudou a formar o Meta Superintelligence Labs (MSL), atraindo dezenas de pesquisadores, inclusive profissionais vindos da OpenAI. Apesar do reforço, 2025 foi marcado por instabilidade e ajustes internos, o que transforma 2026 em um ano decisivo para os planos da Meta no setor.

Corrida por imagens e vídeos impulsiona novos modelos

O avanço em modelos visuais se tornou um dos campos mais disputados da indústria de IA. A Meta já deu sinais dessa prioridade ao lançar, em setembro, um gerador de vídeos com inteligência artificial em parceria com a Midjourney, além de um feed dedicado a esse tipo de conteúdo. Pouco depois, a OpenAI ampliou sua atuação com o Sora, enquanto o Google acelerou sua estratégia ao integrar novos modelos de imagem ao Gemini, movimento que impulsionou rapidamente sua base de usuários.

Esse cenário de competição intensa explica o foco do modelo Mango, que deve concentrar esforços em geração e manipulação de imagens e vídeos, acompanhando a demanda crescente por ferramentas criativas baseadas em IA. Ao mesmo tempo, a evolução do Avocado busca fortalecer a Meta em aplicações textuais avançadas, como desenvolvimento de software e análise complexa.

A combinação desses dois projetos sinaliza a tentativa da Meta de se reposicionar no centro da corrida global por inteligência artificial, em um mercado cada vez mais pressionado por inovações rápidas e disputas entre gigantes da tecnologia.

Créditos da imagem: Unsplash

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