A Meta anunciou um novo grande modelo de linguagem para uso em inteligência artificial: o Muse Spark, primeiro produto fruto da divisão Superintelligence Labs. Esse modelo de linguagem foi construído do zero e será a base de futuras versões ainda mais poderosas em desempenho. Ele é também o primeiro desenvolvido especificamente para atuar de forma otimizada dentro do ecossistema da companhia.
O Muse Spark é o novo responsável pelo funcionamento da assistente pessoal Meta AI em todos os seus canais: o aplicativo Meta AI para dispositivos móveis e o site meta.ai. Por enquanto, ele só está ativo nos Estados Unidos e nos apps específicos da Meta AI. Contudo, nas próximas semanas o sistema será incorporado em outras regiões e também nos apps Instagram, Facebook, Messenger, WhatsApp e até nos óculos inteligentes de parceiras.
Para a Meta, o lançamento representa muito mais do que uma atualização técnica. De acordo com a companhia, essa tecnologia é um passo importante no desenvolvimento da chamada superinteligência — um assistente “capaz de ajudar qualquer pessoa, em qualquer lugar, com o que mais importa para ela” e grande objetivo por trás da atual reorganização estratégica da empresa.
Em termos de capacidades, o modelo cobre um espectro amplo. O Muse Spark é voltado para tarefas gerais que vão de “problemas complexos que exigem raciocínio avançado” até as atividades mais simples, como tirar dúvidas rápidas. Entre os destaques estão a possibilidade de criar e operar múltiplos subagentes em paralelo para resolver comandos — como usar IAs diferentes em um planejamento de viagem para buscar hotel, passagem aérea e pontos turísticos simultaneamente — e a percepção multimodal, com capacidade de entender imagens e textos igualmente.
O modelo também traz um uso voltado para saúde, com respostas detalhadas em uma subdivisão criada com ajuda de uma equipe de médicos, e um modo de compras que ajuda o usuário a encontrar produtos e fornece atalhos para a aquisição de itens variados. No futuro, o Muse Spark poderá se transformar em ferramentas de apresentação, recomendação e compartilhamento de conteúdos nos apps da empresa, como Instagram, Facebook e Threads.
Para o mercado corporativo, o Muse Spark está disponível em pré-visualização privada via API e somente para parceiros selecionados, mas a Meta diz que pretende liberar versões em código aberto do modelo no futuro.