IA transforma a cibersegurança diante de ameaças cada vez mais sofisticadas

A IA no gerenciamento de informações e eventos de segurança se encarrega de detectar, analisar e responder de maneira mais rápida e eficaz do que um humano seria capaz
Ataque cibernético Pexels

O cenário digital tem sido palco de ataques cibernéticos cada vez mais complexos e frequentes, colocando em xeque a eficácia dos modelos tradicionais de defesa. Especialistas consideram que ferramentas convencionais de Gerenciamento de Informações e Eventos de Segurança (SIEM), ainda amplamente utilizadas, operam de forma reativa e seguem regras fixas, o que limita sua capacidade de resposta a incidentes em tempo real. Neste cenário, soluções baseadas em inteligência artificial vêm ganhando protagonismo.

“Se antes um ataque cibernético era como um assalto planejado, onde cada movimento poderia ser antecipado, hoje o gerenciamento de eventos de segurança se tornou uma luta invisível contra vírus inteligentes que se espalham sem serem percebidos”, exemplifica Droander Martins, CEO da IPV7.

A IA no gerenciamento de informações e eventos de segurança se encarrega de detectar, analisar e responder de maneira mais rápida e eficaz do que um humano seria capaz.

“Mas a verdadeira força da IA não está apenas em coletar dados, ela aprende com os eventos, antecipa os movimentos e ajusta a segurança com uma velocidade e precisão que um time de humanos não pode acompanhar”, destaca Droander Martins.

A IA elimina a necessidade de intervenções humanas para triagem de alertas. Ela classifica os riscos em tempo real, mapeando o impacto potencial, sem se limitar ao óbvio.

O que antes era uma avaliação humana, com suas limitações e probabilidades de erro, agora é um processo automático e inteligente que prioriza a resposta de maneira contínua.

“Em um mundo em que ataques são adaptáveis e incansáveis, a IA é uma das formas de manter a linha de defesa contra ameaças em constante evolução”, avalia o especialista.

Rafael Franco, CEO da Alphacode, concorda que a IA pode ser usada para analisar padrões de transações e identificar padrões que são divergentes para evitar ataques cibernéticos.

“É uma importante aliada para ser usada de maneira preventiva e para identificar como ocorrem os vazamentos de dados, seja para usar invasão e auxiliar nas primeiras medidas após incidentes”, comenta Franco.

DESAFIOS

O verdadeiro desafio que a IA impõe à cibersegurança é sua capacidade de evoluir mais rápido do que qualquer força humana. A inteligência artificial não só se adapta a ataques, mas cria um ciclo de inteligência coletiva que transforma a segurança em algo dinâmico e contínuo.

“Quando combinamos IA com programas de Bug Bounty, por exemplo, estamos criando um ecossistema de segurança onde a IA detecta e prioriza vulnerabilidades, enquanto os caçadores de bugs — humanos especializados — validam e exploram essas falhas com uma profundidade que a máquina não pode alcançar sozinha”, diz Martins.

Além disso, considera ele, a verdadeira revolução acontece quando a IA começa a treinar as equipes de segurança, criando simulações de ataques que evoluem em tempo real.

Não estamos mais falando de simples simulações de cenários, mas de uma IA que gera cenários novos e inesperados, proporcionando uma educação cibernética que evolui à medida que as ameaças se tornam mais sofisticadas.

“A IA não é mais apenas uma solução de segurança. Ela é a chave para uma nova mentalidade: a cibersegurança contínua, evolutiva e inteligente”, considera Martins.

“No fundo, a IA é a única forma de tentar jogar o jogo em igualdade de condições contra adversários que evoluem e se adaptam mais rapidamente do que qualquer ser humano ou solução tradicional”, complementa o especialista.

Franco reforça que a IA também costuma ser usada por criminosos que buscam se aproveitar de brechas de segurança e que ela precisa ser usa também pela defesa desses dados.

Crédito da imagem: Pexels

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