A inteligência artificial deve se tornar um dos principais motores econômicos da América Latina nas próximas décadas. Um estudo global realizado pela Linux Foundation, a pedido da Meta, indica que a tecnologia tem potencial para injetar até US$ 1 trilhão na economia latino-americana até 2038, consolidando-se como um fator estratégico para crescimento, produtividade e inovação na região.
De acordo com o levantamento, divulgado pela Forbes, a IA já movimenta cerca de US$ 12,7 bilhões na América Latina e cresce a uma taxa anual de 28,1%. O avanço reflete uma mudança estrutural no ambiente corporativo, em que a tecnologia deixou de ser apenas um suporte operacional e passou a ocupar o centro das decisões estratégicas das empresas.
O Brasil aparece como um dos destaques do estudo. Segundo o relatório, 95% das empresas médias e grandes que adotaram soluções de IA no país já registram retorno sobre o investimento ou atingiram o ponto de equilíbrio, um índice superior ao observado em mercados considerados mais maduros. No México, a adoção da tecnologia resultou em um aumento médio de 16% na receita das companhias, enquanto na Argentina a IA já transforma áreas como atendimento ao cliente e marketing.
Outro fator apontado como diferencial competitivo da região é o capital humano. O estudo mostra que 56% dos profissionais latino-americanos se declaram entusiasmados com a integração da IA, mais que o dobro da média global. No Brasil, oito em cada dez trabalhadores afirmam que a tecnologia aumentou diretamente sua produtividade.
O relatório também destaca o papel do open source na expansão da IA na América Latina. Modelos abertos, como o Llama, ajudam a reduzir custos e ampliar o acesso à inovação, permitindo que pequenas e médias empresas acompanhem a transformação digital. Atualmente, o Brasil ocupa a quarta posição mundial em contribuições para projetos de código aberto.
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