O Google anunciou o Gemini Nano 4, novo modelo de inteligência artificial voltado para processamento local no Android. A tecnologia foi liberada para testes por desenvolvedores e deve ser integrada ao AICore em celulares topo de linha ainda este ano.
O diferencial da novidade está justamente na forma como ela opera. O Gemini Nano 4 é projetado com foco em eficiência, permitindo executar tarefas de IA diretamente no dispositivo, sem depender de servidores. Modelos semelhantes já haviam sido mencionados pela empresa como “nano-v2” e “nano-v3”, presentes no Pixel 10 e no Galaxy S26.
O novo modelo está disponível em duas versões: o Gemini Nano 4 Fast, opção mais eficiente baseada no Gemma 4 E2B e otimizada para respostas rápidas; e o Gemini Nano 4 Full, versão mais poderosa, baseada no Gemma 4 E4B, com foco em maior qualidade de resposta. Ambas devem chegar a smartphones Android topo de linha ainda neste ano e, por enquanto, estão disponíveis para testes no AICore Developer Preview.
A base tecnológica do Gemini Nano 4 é o recém-lançado Gemma 4. Trata-se do novo modelo de código aberto do Google, distribuído sob a licença Apache 2.0, que permite uso, modificação e distribuição, inclusive em projetos comerciais. O modelo está disponível em diferentes versões: 31B Dense, 26B Mixture of Experts (MoE), Effective 4B (E4B) e Effective 2B (E2B).
Em termos de capacidades, o Gemma 4 vai bem além de simples conversas. Segundo o Google, o modelo é capaz de lidar com chats em linguagem natural em até 140 idiomas, além de suportar fluxos de agentes de IA e compreensão multimodal, incluindo processamento de imagens, vídeos com áudio e OCR.
Com o Gemini Nano 4, o Google reforça sua aposta na chamada “IA on-device” — a tendência de rodar modelos de inteligência artificial diretamente no hardware dos dispositivos, garantindo mais privacidade, menor latência e funcionamento mesmo sem conexão com a internet.