A Meta começou na última semana a utilizar interações de usuários com sua inteligência artificial para treinar seus sistemas de IA e aprimorar a entrega de anúncios e conteúdos no Instagram e no Facebook. A mudança faz parte de uma atualização na política de privacidade da empresa, anunciada no fim de 2024, e amplia o uso de dados já adotado pela companhia no último ano.
Segundo a empresa, conversas realizadas com a IA da Meta passarão a ser analisadas para identificar interesses dos usuários, o que ajudará a sugerir posts, reels e anúncios mais alinhados aos perfis individuais. Além disso, informações públicas publicadas no Threads também poderão ser usadas no treinamento dos modelos de inteligência artificial.
A decisão representa uma evolução da estratégia iniciada em 2024, quando a Meta passou a usar fotos e publicações públicas do Instagram e do Facebook para desenvolver seus sistemas. Na época, a medida gerou críticas de entidades de defesa do consumidor por falta de clareza e aviso prévio aos usuários, o que levou a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) a suspender temporariamente a prática. Após ajustes e maior transparência por parte da empresa, o uso dos dados voltou a ser autorizado.
Apesar da ampliação do escopo, a Meta afirma que os usuários podem se opor ao uso de suas informações públicas, como fotos, comentários e postagens, para o treinamento de IA. O pedido pode ser feito por meio de um formulário oficial, no qual é necessário informar o e-mail da conta. Após a solicitação, a empresa envia uma confirmação garantindo que os dados não serão utilizados, inclusive em contas vinculadas.
Usuários que já haviam manifestado oposição anteriormente não precisam repetir o processo. As informações sobre a nova política e as opções de bloqueio foram divulgadas pelo G1.
Créditos da imagem: Meta