Pesquisadores da Universidade de Minnesota estão usando inteligência artificial para transformar a forma como decisões oncológicas são tomadas. Modelos de machine learning analisam em conjunto dados genômicos, imagens e histórico médico para prever quais pacientes realmente se beneficiarão de tratamentos intensivos e quais podem evitar intervenções desnecessárias. As informações são da Universidade de Minnesota
A abordagem permite olhar para cada paciente em duas escalas ao mesmo tempo: no nível individual, avaliando o perfil genético detalhado, e no nível populacional, comparando padrões entre milhares de pessoas com marcadores semelhantes. Segundo Justin Hwang, professor assistente no Departamento de Hematologia, Oncologia e Transplante, isso ajuda a responder perguntas fundamentais, como por que certos pacientes respondem melhor a determinados tratamentos enquanto outros não.
No câncer de próstata, o sistema já mostrou um impacto direto. As análises indicaram que cerca de 90% dos homens não evoluem para metástase, permitindo que muitos evitem terapias agressivas, focando esse tipo de intervenção apenas nos casos realmente considerados de alto risco.
Os pesquisadores também identificaram uma assinatura genética formada por sete genes associada a altas taxas de sobrevivência. A descoberta reforça o potencial da IA para personalizar decisões clínicas, poupando pacientes de efeitos colaterais, custos e longos períodos dedicados a tratamentos pouco eficazes.
Com o apoio de fundos de pesquisa e dados uniformizados coletados por mais de 100 centros oncológicos, a equipe avança no desenvolvimento de algoritmos que traduzem grandes volumes de informação em orientações práticas para médicos. O objetivo é simples, nas palavras de Hwang: identificar rapidamente quem precisa de terapias mais intensas e quem pode seguir um caminho menos agressivo, sem comprometer a segurança ou a eficácia do tratamento.
Créditos na imagem: Unsplash